terça-feira, 13 de setembro de 2011

"Não é de mim ser assim"

"Não é de mim ser assim", diz uma música do Kalu.
O que mais posso dizer ultimamente é que "nem mesmo sei se 'nada sei'"
Já tive tantas certezas induvidáveis...
Algumas se mostraram areia movediça;
Outras, simplesmente troquei.
Estudando filosofia, vendo tudo pela ótica da lógica; ainda que eu me considerasse mais platônica que aristotélica...
É quase como Plínio Marcos x Nelson Rodrigues: A realidade crua ou a estética.
Ainda que eu ame a estética rodrigueana, tenho muiitos momentos de Plínio.
Eu sabia tanto; e a lei das probabilidades funcionava tão bonitinha: quase sempre acertava.
Simples.
Mas meu trabalho começou a exigir meu irracional; aquele de quem eu sempre tive medo. Era tão mais simples controlar. (Ainda que para ser adjetivado de simples, tenha demorado um tempoo).
Eu tive que liberar muitos sentimentos, alguns tão indignos... e tive de 'ouvi-los'.
Encontrei tantos e tantos bloqueios dentro de mim que achei ser feita apenas disso.
Parei de analisar, quantificar, qualificar, presumir... coisas tão bem aprendidas no curso de química e que, com certeza, considero uma qualidade.
Mas agora não penso em ordens, qualidades, defeitos ou seja lá o que for; está tudo sem classificação...
Pensamentos, sentimentos...
Assim, não sei dizer. Se sei ou não sei.
Não sei o que é 'certo' ou 'errado' pra mim. Não sei o que escolher, o que pensar...
Quanto isso vai me modificar? Quem eu me tornarei?
O sentimento, com esse pensamento, com certeza é a adrenalina.
Espero que o meu irracional seja sábio. Espero que dê tudo 'certo'.

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